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Fraude orgânica, sentenças ditadas

10 de março de 2014
foto: Planeta Sustentável
foto: Planeta Sustentável

Em dezembro de 2011, teve lugar um grande caso de fraude orgânica que aterrorizou o público europeu e fez parte uma conspiração criminosa internacional que, utilizando certificação orgânica falsa, importou grãos de países não pertencentes à UE, que foram destinados para a alimentação animal.

Ficou provado que grandes quantidades de milho, soja, trigo e outros produtos vieram de fazendas convencionais, mas foram vendidos como orgânicos. Os principais  envolvidos naquela época eram um organismo de controle italiano e distribuidores italianos. De acordo com informações da associação orgânica italiana, FederBio, tratava-se de um total de 17.000 toneladas de mercadorias. As atividades fraudulentas ocorreram entre outubro de 2007 e agosto de 2008.

Uma comissão de inquérito encontrou novas evidências  que mostram que ao longo de vários anos, uma gangue de criminosos foi capaz de minar os regulamentos e sistemas de certificação. Apesar de ter sido alertado, pela FederBio, o Ministério italiano da Agricultura não agiu naquele momento.

Os produtos envolvidos no escândalo de rotulagem inadequada de alimentos orgânicos foram maçãs para purê, cevada, milho, soja, sementes de girassol e trigo. As sentenças em 2012, chegaram a um total de 9 anos e 4 meses de prisão para uma parte dos envolvidos, e de 2 anos e 3 meses de liberdade condicional para os outros.

A certificação da Biozoo Licença foi revogada.

Fonte: Organic Monitor

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